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Nova Lei de Arrendamento Turístico no Panamá 2025: Guia para Investidores Imobiliários

O Panamá continua a consolidar-se como um dos centros de investimento mais atraentes da América Latina, e o seu dinâmico mercado imobiliário é uma peça chave deste crescimento. O aumento das plataformas digitais de alojamento abriu novas e lucrativas oportunidades para os proprietários, mas também gerou a necessidade de um quadro regulamentar claro. Recentemente, a Assembleia Nacional deu um passo decisivo ao aprovar em primeiro debate o projeto de lei que regulamenta o arrendamento turístico, uma medida que afeta diretamente plataformas como Airbnb e Booking.com. Para o investidor internacional, compreender a nova lei de arrendamento turístico no Panamá é fundamental para tomar decisões informadas, garantir a legalidade das suas operações e maximizar o retorno do seu investimento.

Esta nova regulamentação não só visa formalizar o setor e assegurar uma concorrência leal com a indústria hoteleira, como também oferece um horizonte de maior segurança jurídica e transparência para os investidores. A seguir, detalhamos os pontos chave desta legislação e analisamos o seu impacto no panorama do investimento imobiliário no país.

O Que É a Nova Lei de Arrendamento Turístico no Panamá?

O projeto de lei 301, aprovado em primeiro debate pela Comissão de Comércio e Assuntos Econômicos, estabelece um quadro legal específico para o aluguel de imóveis a turistas. Uma das mudanças mais significativas é conceitual: a atividade passa de ser denominada “hospedagem turística de curta estadia” para “arrendamento turístico de imóveis”. Este ajuste terminológico não é menor, pois delimita com precisão o seu alcance jurídico e o define como a prestação de alojamento temporário por períodos que vão de um dia até um máximo de 90 dias consecutivos, sem que isto constitua uma residência habitual.

A nova legislação reconhece oficialmente o arrendamento turístico como uma atividade turística formal, cuja supervisão e regulamentação recairá na Autoridade de Turismo do Panamá (ATP).

Este reconhecimento é crucial, pois integra plenamente esta modalidade de negócio na estrutura turística do país, submetendo-a a um quadro de controlo e benefícios que até agora era ambíguo. Para o investidor, isto traduz-se em regras claras e um ambiente operacional mais previsível.

Chaves da Nova Regulamentação para Investidores e Proprietários

A lei introduz uma série de mudanças concebidas para simplificar a formalização, garantir a arrecadação fiscal e regular a convivência em comunidades de proprietários. Estes são os aspetos que todo investidor deve conhecer:

Registo Obrigatório: Formalização Simplificada

Um dos pilares da nova regulamentação é a criação de um sistema de registo centralizado e acessível.

  • Inscrição no Registo Nacional de Turismo: Todos os imóveis destinados ao arrendamento turístico deverão ser inscritos obrigatoriamente neste registo, gerido pela ATP.
  • Processo Digital e Gratuito: O trâmite será realizado de forma completamente digital, será gratuito e imediato, eliminando barreiras burocráticas e custos desnecessários.
  • Número de Identificação Único: Uma vez completado o registo, a ATP atribuirá um número de identificação ao imóvel. Este número será um requisito indispensável para poder anunciar a propriedade em qualquer plataforma digital, página web ou meio tecnológico.

Esta medida não só formaliza a atividade, como também dota as autoridades de uma ferramenta eficaz para o controlo e a supervisão do mercado, garantindo que apenas as propriedades que cumprem a regulamentação possam operar.

Fiscalidade do Aluguel Turístico: O Imposto de 10%

A clareza fiscal é um dos pontos mais esperados pelo setor. A lei estabelece um quadro tributário claro para estes serviços, alinhando-o com outras atividades turísticas.

O texto consensual mantém a aplicação do Imposto de Transferência de Bens Móveis e Serviços (ITBMS) de 10% sobre o serviço de alojamento, o mesmo que se aplica ao setor hoteleiro. Embora durante o debate tenha sido discutida a possibilidade de elevá-lo para 15%, optou-se por manter a taxa de 10% para não desincentivar o investimento. Para uma análise mais aprofundada sobre as obrigações fiscais no país, pode consultar o nosso guia sobre impostos no Panamá para estrangeiros e residentes fiscais.

Além disso, a Direção Geral de Receitas (DGI) terá a sua capacidade de arrecadação fortalecida. A lei faculta à DGI celebrar convénios com as plataformas digitais, as quais estarão obrigadas a:

  • Partilhar informações fiscais dos anfitriões pelo menos uma vez por ano.
  • Atuar, em determinados casos, como agentes de retenção do imposto, simplificando o processo de pagamento para o proprietário e assegurando o cumprimento.

Novas Regras para Propriedades Horizontais (PH)

Talvez um dos pontos mais críticos para os investidores seja a regulamentação dentro dos condomínios ou propriedades horizontais (PH). A nova lei procura pôr fim aos conflitos entre residentes permanentes e turistas.

Exige-se que o regulamento de copropriedade de cada edifício defina de forma expressa se o arrendamento turístico é permitido.

Isto significa que, antes de adquirir uma propriedade com fins de aluguel de curta duração, o investidor deverá realizar uma due diligence exaustiva e verificar se o regulamento do PH autoriza explicitamente esta atividade. Em edifícios de uso misto, deverão ser delimitadas claramente as áreas e andares destinados a cada uso, respeitando sempre as normas de zoneamento urbano vigentes. Esta medida concede segurança jurídica tanto aos investidores quanto aos residentes permanentes.

Menos Burocracia, Mais Transparência

Num esforço para fomentar a formalização, a lei elimina certos trâmites que historicamente têm complicado a operação. Concretamente, os imóveis registados sob esta modalidade ficam exonerados de:

  • A necessidade de obter um Aviso de Operação.
  • O requisito de referendar os contratos de arrendamento perante o Ministério da Habitação e Ordenamento do Território (MIVIOT).

Esta simplificação administrativa é uma excelente notícia para os investidores, pois reduz os custos e o tempo necessários para colocar uma propriedade no mercado, alinhando-se com a filosofia pró-negócios do Panamá.

É um Bom Momento para Investir em Arrendamento Turístico no Panamá?

A aprovação desta nova lei de arrendamento turístico no Panamá representa um ponto de viragem para o mercado imobiliário. Longe de ser uma barreira, este quadro regulamentar traz a certeza e a estabilidade que os investidores sérios procuram. A formalização do setor protege o investimento a longo prazo, reduz os riscos legais e cria um ambiente de concorrência mais justo e transparente.

O Panamá continua a ser um destino de primeiro nível para o turismo e os negócios, com uma procura constante por alojamento de qualidade. Esta lei, ao clarificar as regras do jogo, reforça o atrativo do país como um lugar seguro e rentável para investir em bens imóveis. Para aqueles que consideram esta via de investimento, estruturar a sua operação através de uma entidade legal pode oferecer benefícios adicionais. Recomendamos explorar as opções para abrir uma empresa no Panamá sendo estrangeiro.

A chave do sucesso residirá num planeamento cuidadoso e numa due diligence rigorosa, especialmente no que diz respeito à regulamentação de cada propriedade horizontal. Com o quadro legal adequado, o arrendamento turístico posiciona-se como uma das oportunidades de investimento mais promissoras no istmo.

Conclusão: Um Futuro Claro para o Investimento Imobiliário

Em resumo, a nova lei de arrendamento turístico no Panamá é uma evolução positiva que profissionaliza um setor em pleno crescimento. Ao estabelecer um registo digital obrigatório, clarificar a carga fiscal e definir as regras em propriedades horizontais, o governo panamense está a lançar as bases para um crescimento sustentável e seguro. Para o investidor internacional, isto traduz-se numa maior proteção e num caminho mais claro para a rentabilidade.

Se está a considerar investir no mercado imobiliário panamense e deseja navegar neste novo ambiente regulatório com a máxima segurança e eficiência, a nossa equipa de especialistas está aqui para o ajudar. Oferecemos-lhe uma assessoria integral para que o seu projeto no Panamá seja um sucesso desde o primeiro dia.

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