Reforma Fiscal no Panamá 2025: Tudo sobre a Nova Lei de Substância Econômica
Em um movimento estratégico para fortalecer sua posição como um centro de negócios internacional de primeira linha, o Panamá está avançando com uma importante reforma de seu Código Fiscal. O epicentro desta modernização é a proposta de Lei de Substância Econômica, uma iniciativa desenhada para alinhar o país com os mais altos padrões de transparência fiscal exigidos pela União Europeia e pela OCDE. Para o investidor e empresário internacional que vê o Panamá como seu próximo destino, compreender esta Reforma Fiscal no Panamá 2025 não é apenas uma necessidade, é uma oportunidade para confirmar que está escolhendo uma jurisdição estável, previsível e comprometida com as melhores práticas globais.
Longe de ser uma medida que diminua o atrativo do país, esta reforma busca diferenciar as operações empresariais legítimas e com presença real das estruturas meramente formais. A seguir, detalhamos as chaves desta nova regulamentação, o que significa a “substância econômica” e por que representa um passo adiante para a segurança jurídica de seu investimento no Panamá.
O Contexto: Panamá e seu Compromisso com a Transparência Fiscal
O principal motor por trás desta reforma é o objetivo do Panamá de sair definitivamente da lista de jurisdições não cooperantes em matéria fiscal da União Europeia. A proposta, impulsionada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), responde diretamente às observações sobre os regimes de Isenção de Renda de Fonte Estrangeira (FSIE), buscando eliminar qualquer percepção de que o sistema panamenho possa facilitar a “dupla não tributação”.
Este esforço proativo demonstra uma clara intenção do governo panamenho de consolidar sua reputação como um parceiro confiável na comunidade internacional. Ao adotar esses padrões, o Panamá não só busca cumprir com requisitos externos, mas também criar um ecossistema de negócios mais robusto e sustentável, que atraia investimento de qualidade e ofereça certeza a longo prazo para aqueles que decidem operar a partir de seu território.
O que é a Lei de Substância Econômica e a Quem Afeta Exatamente?
O cerne da proposta de reforma é a introdução do conceito de “substância econômica”. Esta não é uma mudança radical do modelo fiscal panamenho, mas uma evolução que adiciona um requisito de presença e atividade real para acessar certos benefícios fiscais. Vejamos seus componentes principais.
A Luta contra a Dupla Não Tributação
A reforma introduz um artigo chave, o 694-A, que se concentra em um tipo muito específico de rendimentos: as rendas passivas de fonte estrangeira (dividendos, juros, royalties, ganhos de capital) obtidas por entidades que fazem parte de um grupo multinacional.
É crucial entender essa nuance: a lei não afeta todas as empresas nem todos os rendimentos de fonte estrangeira. Seu objetivo são as estruturas corporativas multinacionais que poderiam utilizar o sistema panamenho para receber rendas passivas que não são tributadas nem no Panamá (por serem de fonte estrangeira) nem no país onde foram geradas.
A Chave: Demonstrar Substância Econômica para Manter a Isenção
Para que essas rendas passivas continuem isentas de impostos, a entidade no Panamá deve ser considerada uma “entidade qualificada”. Isso é alcançado demonstrando uma substância econômica adequada no território nacional. Os requisitos para isso são claros e lógicos:
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Recursos Humanos: Empregar um número adequado de pessoal qualificado no Panamá, com uma remuneração de acordo com suas funções.
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Instalações Físicas: Contar com escritórios ou instalações apropriadas no país para o desenvolvimento da atividade principal que gera os rendimentos.
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Tomada de Decisões: As decisões estratégicas chave e a assunção dos riscos principais devem ser realizadas a partir do Panamá.
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Despesas Operacionais: Incorrer em um nível adequado de despesas operacionais no Panamá, diretamente relacionadas com a atividade geradora da renda.
Em essência, trata-se de provar que a empresa não é uma simples “empresa de papel”, mas uma operação real e ativa que contribui para a economia local. Aquelas entidades que não cumprirem com este teste de substância terão suas rendas passivas de fonte estrangeira tributadas.
O Princípio da Territorialidade Permanece Intacto: Um Pilar da Fiscalidade Panamenha
Uma das maiores preocupações que uma reforma deste tipo poderia gerar é se ela altera o pilar fundamental do sistema fiscal panamenho: o princípio da territorialidade. As autoridades têm sido enfáticas em esclarecer que este princípio não é comprometido.
“O rascunho da lei (…) não faz com que o Panamá perca a territorialidade. Fica claro que a territorialidade não é perdida, mas que se estabelece um precedente para que as empresas demonstrem realmente sua instância [presença]”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Hoyos.
O Panamá continuará tributando unicamente as rendas geradas dentro de seu território. A reforma de substância econômica é um mecanismo de controle para um caso muito específico (rendas passivas em multinacionais) para evitar o abuso do sistema, não uma mudança de paradigma. O sistema de impostos no Panamá continua sendo um dos mais competitivos do mundo para operações internacionais com uma estrutura adequada.
Novas Obrigações de Relato: O Que as Empresas Deverão Fazer?
Para assegurar o cumprimento da nova regulamentação, serão estabelecidas obrigações de relato claras. As entidades sujeitas a esta lei deverão apresentar anualmente uma declaração jurada de substância econômica perante a Direção Geral de Receitas (DGI).
Esta declaração, que deverá ser apresentada dentro dos seis meses posteriores ao encerramento do período fiscal, funcionará como o veículo para demonstrar o cumprimento dos requisitos mencionados anteriormente. Incluirá informação detalhada sobre as atividades, rendimentos, despesas, pessoal e instalações da empresa. Este novo requisito sublinha a importância de contar com uma contabilidade e documentação corporativa impecáveis, algo fundamental ao abrir uma empresa no Panamá.
Implicações para o Investidor: Por Que esta Reforma Fiscal é uma Boa Notícia?
À primeira vista, uma nova regulamentação pode parecer um obstáculo. No entanto, para o investidor sério e de longo prazo, a Reforma Fiscal no Panamá 2025 é um sinal extremamente positivo por várias razões:
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Maior Segurança Jurídica e Reputacional: Ao alinhar-se com os padrões da OCDE e da UE, o Panamá se consolida como uma jurisdição transparente e cooperadora. Isso reduz o risco reputacional e protege os investidores de futuras pressões internacionais.
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Estabilidade a Longo Prazo: Estas medidas proativas asseguram que o quadro fiscal panamenho seja sustentável ao longo do tempo, evitando mudanças bruscas ou surpresas no futuro.
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Atração de Investimento de Qualidade: A lei desincentiva o uso do Panamá para estruturas artificiais, melhorando a qualidade geral do ambiente de negócios e atraindo empresas com operações reais e um compromisso genuíno com o país.
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Regras Claras do Jogo: A definição explícita de “sustância econômica” proporciona um quadro claro e previsível para que as empresas estruturem suas operações de maneira compatível e segura.
Panamaway: Seu Aliado Estratégico Diante da Reforma Fiscal no Panamá 2025
A evolução do quadro regulatório no Panamá é uma prova de sua maturidade como centro financeiro e de negócios global. A Reforma Fiscal no Panamá 2025 e a Lei de Substância Econômica são passos lógicos e necessários que fortalecem a jurisdição, oferecendo um ambiente mais seguro e previsível para os empresários e investidores que buscam estabelecer uma presença real e duradoura.
Navegar essas mudanças e estruturar suas operações para cumprir plenamente com a nova regulamentação desde o primeiro dia é fundamental para garantir o sucesso e a otimização fiscal de seu projeto. O planejamento especializado é mais importante do que nunca. Se você está considerando mudar sua residência fiscal ou estabelecer sua empresa no Panamá, é o momento ideal para fazê-lo com a assessoria correta. Fale com nossa equipe de especialistas para analisar seu caso e assegurar uma transição fluida e conforme a lei.

